O desenvolvimento territorial envolve um conjunto de exercícios específicos que incluem incentivos nacionais e comunitários, projetos e iniciativas de planeamento, ambiente e ordenamento, bem como governança territorial. Estes devem estar alinhados com os novos paradigmas de desenvolvimento inteligente, inclusivo e sustentável, que reforçam cada vez mais a necessidade de uma maior proximidade com os territórios na resolução das suas problemáticas. Isso prossupõe a elaboração de estratégias e ações de desenvolvimento integradas, inovadoras, eficientes e eficazes, comprometidas com a defesa e valorização dos recursos endógenos ambientais, sociais e económicos. (Geo21, 2023)

Plano de natureza setorial de caráter obrigatório que constitui um instrumento operacional para o município e inclui o planeamento integrado das intervenções de diferentes entidades ao nível da prevenção, sensibilização, vigilância, deteção e supressão, intervindo estrategicamente ao nível da defesa da floresta contra incêndios.
É constituído pelo Caderno I – diagnóstico territorial com a informação base de âmbito geográfico; Caderno II -planeamento de ações, que suportam a estratégia municipal de DFCI, onde se apresentam as metas, indicadores, responsáveis e estimativa orçamental, de acordo com os eixos estratégicos do PNDFCI; por fim o Caderno III – plano operacional municipal que particulariza as ações definidas no âmbito da defesa da floresta.

No âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal de Torres Novas, a Geo21 foi responsável pela definição das Áreas de Instabilidade de Vertentes (AIV) no perímetro urbano. Este trabalho técnico teve como objetivo identificar áreas de instabilidade natural a integrar na Reserva Ecológica Nacional (REN), através de uma metodologia própria, rigorosa e adaptada às especificidades do território.
Para as situações de instabilidade com origem antrópica, foram desenvolvidas propostas de mitigação e adaptação, incluindo orientações de ordenamento e soluções baseadas em engenharia natural. Este contributo visa apoiar o Município na construção de um território mais seguro, resiliente e ambientalmente sustentável. A proposta integra atualmente o processo de discussão pública da revisão do PDM.

Estudo Hidrológico-Hidráulico de suporte ao Projeto de Requalificação da Praia Fluvial do Paraíso, no concelho de Tondela. O trabalho incidiu na análise do comportamento hidrológico da bacia do rio Águeda, incluindo a determinação de caudais de ponta, caracterização da precipitação de projeto e delimitação de áreas inundáveis associadas a cheias com período de retorno de 100 anos . A metodologia integrou modelação hidrológica e hidráulica com recurso a ferramentas especializadas, permitindo avaliar variáveis como profundidade, velocidade e perigosidade do escoamento. Os resultados constituem uma base técnica essencial para uma intervenção segura, sustentável e resiliente no espaço balnear.