A vulnerabilidade dos territórios e das populações aos riscos naturais tem aumentado, em consequência dos eventos extremos provocados pelas alterações climáticas, revelando-se preocupante os de desfechos mais danosos, nomeadamente aqueles associados às cheias e inundações, à instabilidade de vertentes e aos incêndios rurais. Por isso, a proteção dos valores ambientais e a diminuição da perigosidade e dos riscos naturais são compromissos que queremos preconizar através da elaboração de estudos e projetos de referência, interligando-os com as principais questões de ordenamento do território, nomeadamente as que se referem à definição da Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional, ao domínio Hídrico e às áreas classificadas.

Plano de natureza setorial de caráter obrigatório que constitui um instrumento operacional para o município e inclui o planeamento integrado das intervenções de diferentes entidades ao nível da prevenção, sensibilização, vigilância, deteção e supressão, intervindo estrategicamente ao nível da defesa da floresta contra incêndios.
É constituído pelo Caderno I – diagnóstico territorial com a informação base de âmbito geográfico; Caderno II -planeamento de ações, que suportam a estratégia municipal de DFCI, onde se apresentam as metas, indicadores, responsáveis e estimativa orçamental, de acordo com os eixos estratégicos do PNDFCI; por fim o Caderno III – plano operacional municipal que particulariza as ações definidas no âmbito da defesa da floresta.

Estudo integrado no Plano para o Núcleo de Desenvolvimento Turístico da Quinta do Rogel, em Alcantarilha, no concelho de Silves.
O esboço geomorfológico consiste na identificação dos principais processos de modelação geológica da superfície terrestre, incluindo relação entre a litologia, morfologia e fisiologia da paisagem.
Já a suscetibilidade hidrogeomofológica devolve o retrato da avaliação relativa às fragilidades do terreno, tendo em conta a rede hidrográfica que contribui para o modelado dos solos.
Assinalam-se assim as áreas com diferentes suscetibilidades para fenómenos de cheias, inundações e processos de erosão, permitindo a definição segura da ocupação do solo com minimização dos riscos.

Estudo de delimitação das zonas inundáveis dentro da área de intervenção da Alteração ao Plano de Urbanização do Morgado da Lameira.
Por se tratar de uma área significativamente antropizada, recorreu-se ao método hidrológico e hidráulico na sua delimitação destas zonas suscetíveis de inundar e que representam «a área da maior cheia com probabilidade de ocorrência no período de um século (cheia dos 100 anos)».
Envolveu um extenso trabalho de campo de geomorfologia aplicada em grande escala, para a abordagem sistémica e integrada das caraterísticas hidrológicas e do meio físico para toda a bacia.
Recorreu também à aplicação do método hidro-geomorfologico e dos pontos referência (registos históricos) existentes.